CineArte Petrobras (São Paulo - SP)

O cinema é inaugurado em 09/03/1963, com o nome de cine Rio, pela Empresa de Cinemas Rio Ltda., com o filme "O Assassino", do cineasta e roteirista italiano Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Cristina Gajoni e Micheline Presle. A sala tinha cerca de 500 lugares.

















Nos anos de 1970, o cinema entra crise. Em 12/11/1982, o experiente programador Dante Ancona Lopez passa a dirigi-lo, agora, com o nome Cine Arte um e o slogan "Espetáculo - Polêmica - Cultura". O primeiro filme exibido é "Mamãe faz 100 anos", do cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura, com Geraldine Chaplin e Amparo Muñoz.

O sucesso do cinema é imediato, graças a uma programação bem diferenciada. Em 15/09/1995, o Cine Arte um ganha mais uma sala, com apenas 150 lugares, construída no hall onde funcionava uma bombonière. A Look Filmes, proprietária do espaço, instala equipamentos italianos de som e projeção. O primeiro filme exibido na pequena sala é "Cortina de Fumaça", de Wayne Wang, com Harvey Keitel, William Hurt e Forest Whitaker. Neste dia, os primeiros espectadores receberam um livro e mais um brinde especial.

Em 2003, o cinema entra novamente em crise e ameaça fechar. A situação mobiliza frequentadores, moradores da região e o poder público. Primeiro com um abaixo assinado, iniciado desde as primeiras sessões do filme "Durval Discos", de Ana Muylaert, ganhando força através da internet. Depois, Vilma Peramezza, síndica e gerente geral do Condomínio Conjunto Nacional, assume a campanha "SOS CINE ARTE", promovendo um ato público. Por tudo isso e muito mais, os empresários exibidores Adhemar Oliveira e Leon Cakoff (in memoriam) se sensibilizam e, junto do incentivo de uma grande empresa patrocinadora, passam a administrar o cinema.

Em 22/10/2005, depois de uma grande reforma, o cinema é reinaugurado com o nome de Cine Bombril, com a exibição do filme "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, numa noite só para convidados. Um nome não muito adequado ao cinema, mas valeu a pena, pois a empresa investiu muito no espaço. Além de modernos equipamentos de som e projeção, o cinema recebe nova decoração e acomodações e, na sala 1, poltronas de 64 cm. de largura e distância de uma fileira para a outra de 1,25 metros. O custo da reforma foi de R$ 3,2 milhões.















Em 03/09/2010, muda-se o patrocinador, o layout e a decoração, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Em 18/06/2015, mais uma vez, o cinema perde o patrocínio e passa a chamar-se CineArte. Segue firme com programação de filmes de excelente qualidade e a sala 1, como uma das melhores da cidade.


Em 29/05/2018, uma sessão especial reinaugura o cinema, desta vez, com o patrocínio da Petrobras, com o filme "Paraíso Perdido", de Monique Gardenberg. O cinema passa a se chamar
CineArte Petrobras.

CINEARTE PETROBRAS
Endereço : Avenida Paulista, 2073 - Consolação
Entrada, também, pela Rua Padre João Manoel, 100
Dentro do Conjunto Nacional.
E-mail : contato@cineartepetrobras.com.br
www.cineartepetrobras.com.br

CineArte Petrobras (São Paulo - SP)

Cortina sobre a tela.
Detalhe do CineArte, muito comum nos antigos cinemas. 
Beleza e proteção. Nostalgia!
Vídeo: Antonio Ricardo Soriano - 11/08/2014


Rivoli (São Paulo - SP)


60 ANOS DA INAUGURAÇÃO!

Inauguração solene : 10/06/1958
Filme inaugural :
"A Volta ao Mundo em 80 Dias", de Michael Anderson, com Cantinflas.
Exibidor : Paulo Sá Pinto
Empresa Paulista Cinematográfica Ltda.
Endereço : Av. São João, 587 - Centro
Projeto : arquiteto Ibsen Pivatelli
Som e projeção : marca Simplex
Capacidade : cerca de 800 lugares
Antes, cine Ritz (São João).
Em funcionamento ? : Não
O pequeno prédio onde funcionava o cinema foi demolido no final dos anos de 1960. No mesmo local, foi erguido um grande edifício, onde funcionou, a partir de 16/04/1981, o novo cine Ritz.
Características :
Na reforma radical do antigo cine Ritz (São João), destaque para a cortina do palco, de tamanho gigantesco e em curva, onde foram usados 1200 metros de tecido estampado.
As portas de acesso à sala de espera eram de vidro temperado Blindex. O piso era de mármore e os tapetes foram confeccionados especialmente para o cinema. O teto da sala de exibição era emoldurado por uma cobertura estrelada dando a impressão de um céu aberto. As poltronas eram numeradas. Nas paredes da plateia foram fixados desenhos ornamentais executados em ferro de 3/4, e que faziam referência ao filme de inauguração. No palco, ficavam alguns instrumentos musicais como piano, bateria, baixo e outros. Músicos se apresentavam nos intervalos das concorridas sessões.



Ritz (São João) (São Paulo - SP)

Inauguração solene : 16/02/1943
Inauguração pública : 17/02/1943
Filme inaugural :
"Quando Morre o Dia", com Gene Tierney e Bruce Cabot.
Exibidor : Paulo Sá Pinto
Empresa Paulista Cinematográfica Ltda.
Endereço : Av. São João, 593 - Centro
Capacidade : cerca de 900 lugares
Depois, em 10/06/1958, cine Rivoli.
Em funcionamento ? : Não
O pequeno prédio onde funcionava o cinema foi demolido no final dos anos de 1960. No mesmo local, foi erguido um grande edifício, onde funcionou, a partir de 16/04/1981, o novo cine Ritz.
Curiosidades :
Exibia, exclusivamente, filmes da United Artists.
Ficou conhecido como Ritz São João, pois existia outro cine Ritz na Rua da Consolação.
A bilheteria do cinema criou filas enormes na Av. São João, com a exibição de filmes como “Gilda”, com Rita Hayworth, e “Santa”, com Esther Fernandes.

"Foi por muito tempo o meu cinema preferido, mas por uma razão: eu não pagava ingresso. Como? Ganhei uma permanente de um primo, coisas como essa que só ele sabia conseguir. Ele era um profissional do "jeitinho brasileiro". O Ritz pertencia à elite da cinelândia paulistana. Não era o maior nem o mais chique, era sim de bom gosto, como os demais daquela companhia que usava um grosso tapete com o mesmo desenho, em todos. Bem conservado, asseado, com um leve toque de perfume lavanda no ar. Os sanitários impecavelmente limpos, as louças brilhantes, os metais cintilantes, um conforto só igual aos hotéis de categoria. À noite, ele chamava a atenção de todos. Postado na entrada, ficava um Guarda-Cívil todo engalanado, como se fosse receber uma alta autoridade. A farda era cerimoniosa. Pois então, dava gosto freqüentá-lo. Lembro de um pormenor desses tempos, era sobre a educação das pessoas; difícil era ouvir engraçadinhos emitirem urros e outros sons grotescos. Um dia a minha vó me disse: sabe aquele Guarda-Cívil enorme que fica lá na entrada? Com minha afirmativa, ela concluiu: ele é meu sobrinho, filho da minha irmã Vitalina. Bem, diante desse fato, passei a ir ao Ritz com mais prazer. Dingo, como era conhecido por todos, foi pracinha brasileiro na II Guerra Mundial e esteve na Itália". 
Por Urbano Coaraci (do site "São Paulo Minha Cidade")




16/02/1943 - Noite da inauguração

1943

1943

1943

1943

1943

1943

1943

1953





Metro (São Paulo - SP)

Inauguração pública : 15/03/1938 (21 hs.)
 Filme inaugural :  
"Melodia da Broadway" (1938), com Robert Taylor, Eleanor Powell e Judy Garland.
Primeiros proprietários : Metro-Goldwin-Mayer do Brasil
Endereço : Av. São João, 791 - Centro
Capacidade em 1938 : 1605 lugares.
Após grande reforma, o cinema foi divido em duas salas e reinaugurado em 01/04/1976 (a segunda sala foi instalada no antigo balcão). Sala 1 (800 lugares) e sala 2 (300 lugares).
Em funcionamento ? : Não. Funcionou até 27/02/1997. Hoje, abriga uma igreja evangélica.
Últimos filmes exibidos :  
"Coração de Dragão" na sala 1 e "Jerry Maguire - A Grande Virada" na sala 2.

Curiosidades :
Era considerado um dos cinemas mais luxuosos da cidade até os anos de 1960.
Todos os funcionários eram uniformizados e recebiam instruções de etiqueta.
Só era permitida a entrada de espectadores do sexo masculino devidamente trajados com gravata, naquela época, exigência comum em muitas salas de cinema do centro da cidade.
Tinha poltronas de couro legítimo e cortinas de veludo sobre a tela.
Primeiro cinema de São Paulo com ar condicionado.
Os técnicos da Metro dos Estados Unidos vieram exclusivamente ao Brasil para fazer a instalação dos projetores e amplificadores de som.
Exibia, exclusivamente (por 60 dias), os filmes da Metro-Goldwyn-Mayer.
O filme “E o vento levou” (1939) estreiou em 22/09/1940, ficando por mais de 6 meses em cartaz.
Em 14/01/1953 é inaugurada a tela panorâmica com o filme "Lili" (1953), com Leslie Caron.

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.