Odeon (Consolação) (São Paulo - SP)


90 ANOS DA INAUGURAÇÃO!
O MAIOR CINEMA QUE SÃO PAULO JÁ TEVE!

Inauguração pública : 11/10/1928
Endereço : Rua da Consolação, 40-42 - Consolação
1º Exibidor : Sociedade Anônima Empresa Serrador
Capacidade : Sala Azul - 2020 lugares e Sala Vermelha - 2510 lugares
Inauguração pública da terceira sala, a Verde : 18/07/1930
Capacidade : 1500 lugares
Capacidade total do cinema : 6030 lugares
Variações de denominação : Cinema Odeon, Cine e Theatro Odeon, Cine-Theatro Odeon
Outros endereços deste cinema encontrados em pesquisas :
Rua da Consolação, 304 e Rua da Consolação, 222
Período de funcionamento : Sala Vermelha (11/10/1928 a 22/09/1953), Sala Azul e Verde (11/10/1928 a 06/11/1953)
Em funcionamento ? :  Não. Fechou em 20/12/1953.

Para mais informações, acesse :



1929
Anúncio de 07/10/1928, informando o dia da inauguração
Anúncio do dia da inauguração
Anúncio de 18/07/1930
Anúncio de 28/02/1932

Odeon (Consolação) (São Paulo - SP)


Espaço Itaú de Cinema - Augusta


25 ANOS DO ESPAÇO ITAÚ AUGUSTA!
(Antes, cine Majestic)

Histórico do cinema :
Cine Majestic
Inauguração pública : 11/06/1947 (20hs.)
Filme inaugural : "Tentação", com Merle Oberon e George Brent + "Jornal Cinematográfico Nacional".
Exibidor : Cia. Cinematográfica Serrador
Endereço : Rua Augusta, 1475 - Consolação

A partir de 24/08/1967Majestic Cinerama.
Exibidor : Cia. Cinematográfica Serrador
Filme inaugural : "Grand Prix", com James Garner e Yves Montand.
- O cinema recebe nova tela e projetor (Philips 70/35mm) para exibição de filmes em Cinerama.

A partir de 28/03/1985Gaumont Majestic.
Exibidor : Gaumont do Brasil
Filme inaugural :
"2010: O Ano Em Que Faremos Contato", de Peter Hyams.
- São renovados os equipamentos de som (Dolby Stereo) e projeção.
- Última sessão em 23/02/1992, com "Top Gang - Ases Muito Loucos".

A partir de 06/10/1993,
Espaço Banco Nacional de Cinema,
dividido em 3 salas.
Exibidor : Circuito Cinearte
Administração e programação : Adhemar Oliveira
Inauguração solene : 06/10/1993 (21hs.),
Filme inaugural : "O Banquete de Casamento" (1993), de Ang Lee.
Inauguração pública : 07/10/1993 (14hs.),
Programa inaugural :
"Mostra Banco Nacional de Cinema", com 26 filmes inéditos em São Paulo, na sala 3.
"A História de Qiu Ju" (1992), de Zhang Yimou e "A Grande Família" (1993), de Stephen Frears, nas salas 1 e 2, a partir de 11/10/1993.
- O antigo cinema, de cerca de 1300 lugares, é completamente reformado e dividido em três salas: Sala 1 com 282 lugares, sala 2 com 240 e sala 3 com 180. São instalados projetores italianos e som Dolby Stereo em ambas as salas. No saguão de entrada, bombonière, livraria especializada em cinema e café-bar.
- Segundo Adhemar Oliveira, a reforma do cinema levou seis meses de planejamento e 100 dias de obras aceleradas, que consumiram cerca de US$ 1 milhão. "As únicas coisas que sobraram do velho Majestic foram o telhado, as paredes laterais e a fachada", conta. De acordo com ele, nos dias de maior movimento na reforma, até 300 operários trabalharam no prédio.
- A sala 1 recebe palco e camarim, para ser utilizada para eventos e apresentações diversas.
- O projeto é assinado pelos arquitetos Pablo César Benetti e Solange Libman.
Depois, duas mudanças de patrocínio :
Espaço Unibanco de Cinema - Augusta
Espaço Itaú de Cinema - Augusta.
- Em 1995, o cinema passa a ser patrocinado pelo Unibanco e ganha o Anexo - duas charmosas salas do outro lado da Rua Augusta. Depois, em 2010, o patrocínio passa a ser do Banco Itaú, após a fusão das duas instituições financeiras - Itaú e Unibanco.
- Em 2012, o cinema passa por reformas e atualização de tecnologias. A fachada e a decoração ficam bastante atraentes, graças a mudança do layout do Espaço Itaú de Cinemas, padronizado para todas as unidades da rede.
- As duas salas do Anexo são reabertas totalmente repaginadas. A principal mudança ocorre na sala 5. Antes apertada, com poltronas estreitas e fileiras espremidas, agora possui assentos levemente reclináveis de couro ecológico e bem mais espaçosos, como verdadeiras poltronas. Os cadeirantes contam com uma rampa de acesso na entrada do cinema e elevador. No fundo do espaço, há um bicicletário, e a cafeteria ganha pintura e decoração novas.

Em funcionamento ? : Sim.
Hoje, Espaço Itaú de Cinema - Augusta.

Anúncio de inauguração - 11/06/1947


Anúncio de 23/08/1967

Anúncio de reinauguração - 24/08/1967

Anúncio de reinauguração - 24/08/1967

1967



1986



Notícia sobre a inauguração do novo cinema - 06/10/1993

Notícia sobre a inauguração do novo cinema - 06/10/1993

1994

2000

2005

2012

2015


Espaço Itaú de Cinema - Augusta

Espaço Itaú de Cinema Augusta (São Paulo - SP)

25º ANO DO ESPAÇO ITAÚ AUGUSTA! 
(Antes, cine Majestic)

Ele é uma enciclopédia ambulante, cheio de histórias e fatos para contar das mais de duas décadas cuidando das famosas salas e do saguão do Espaço Itaú de Cinema, na Rua Augusta paulistana. Numa visita cotidiana, Adhemar Oliveira distribui sorrisos e simpatias para todos os funcionários e para nossa equipe, que ele recebe para contar um pouco sobre seu orgulhoso trabalho de muitos anos com o cinema. Adhemar é um dos responsáveis pelo famoso roteiro de cinema alternativo do Espaço Itaú de Cinema da Rua Augusta, em São Paulo.
Exibidor, distribuidor e empresário, até chegar ao Espaço Itaú, Adhemar esteve à frente de diversos cineclubes e salas no Rio e São Paulo, ajudando a fomentar um tipo de cinema de rua, alternativo e proeminente na produção cinematográfica local, como ele acredita ser o Espaço Itaú da Augusta.
  “Este cinema foi o espaço responsável pela retomada de colocar os filmes brasileiros em cartaz”, diz Adhemar, sem meias palavras, ao lembrar-se do impacto no roteiro cultural com o surgimento da sala em 1993, época que a produção cinematográfica estava “alijada”. “Em 1995 ‘Carlota Joaquina’ ficou 6 meses, um sucesso. Era ‘Carlota Joaquina’, ‘Sábado’ e ‘Vem Dormir Comigo’, formando uma frase engraçada no letreiro grande que tinha na rua (risos)”.
Na época com o apoio do banco Unibanco, que veio a ser fundido com o Itaú em 2008, Adhemar nota como o patrocínio deixava os exibidores à vontade para apostas - e na época o cinema nacional era um nicho a ser redescoberto. Em 94 nós apresentamos oito filmes brasileiros para 100 mil espectadores. Em 95 fizemos 300 mil espectadores só com os brasileiros, uma retomada que colocou o cinema brasileiro de pé. E ganhamos dinheiro com isso!”, gaba-se. “Nosso cinema era considerado ótimo, e essa aliança com os filmes brasileiros, que não eram considerados ótimos à época, fez a dialética da coisa: um cinema bom jamais apresentaria um filme ruim, então reinventamos a apreciação desses filmes”, diz Adhemar, explicando como a vitrine do então Espaço Unibanco trouxe olhares e público para a produção local.
Inaugurado em 6 de outubro de 1993 com o filme “O Banquete de Casamento”, de Ang Lee, como Espaço Banco Nacional de Cinema, a sala ocupou o ponto do antigo cine Majestic, de sala única e tela gigante  -  cinerama, de 22 metros. Por seu trabalho em cineclubes, desde os tempos de estudante em Jaboticabal, interior de SP, na USP, e em suas atuações na Estação Botafogo do Rio, Adhemar foi escalado pelo Banco Nacional, que veio mais à frente ser assimilado pelo Unibanco, a bolar um novo ponto cultural na cidade.
  “Eu estava procurando um lugar, aí desci aqui na Augusta quando notei a correria de um assalto a um ônibus”, relembra Adhemar, com mais uma de suas ótimas histórias. Passado o burburinho, vejo uma placa ‘aluga-se’ num cinema velho no outro lado da rua. Dei um dinheiro para o cara que tomava conta e peguei o telefone direto do proprietário. Aqui era cheio de prostitutas na porta, visitamos, e acabei fechando com eles”.
Adhemar destaca os acertos do novo cinema na desprezada Rua Augusta dos anos 1990. “O que marcou e marca até hoje  foi o saguão entre as salas. Antes o Majestic tinha a entrada quase na calçada direto pra sala. Nós abrimos um espaço como uma praça, onde cabem 500 pessoas circulando, para eventos e recepções. É a alma do nosso cinema esse espaço. Dois meses depois da abertura o investimento do banco estava pago, um mês depois, explodiu. Era um cinema moderno, equipamento de primeira, com programação alternativa”.
Espaço Banco Nacional, que veio a se tornar Espaço Unibanco e hoje Espaço Itaú, é famoso ponto de encontro da moçada e da intelectualidade paulistana, tanto que suas exibições de filmes alternativos, documentários e brasileiros, além de eventos gerais, geram filas que são tão famosas quanto às próprias exibições. “Lembro nos anos 90 quando juntamos para uma mesa Chico Buarque, Saramago e Sebastião Salgado, na Sala 1. Transmitimos no saguão, nas outras salas, e na hora de ir embora foi uma confusão! Como fazia pra tirar eles pela única saída?”, diverte-se.
A alma de “cineclube”, mas com um olhar sagaz para os negócios e um espírito de redemocratização do cinema nacional são outros aspectos destacados por Adhemar, que é sócio dessa e de outras salas até hoje, funcionário que “faz tudo, até a limpeza!”. Outro marco de seu trabalho com o cinema foi o desenvolvimento da sala “Arteplex”, que teve estreia no Espaço Unibanco do Shopping Frei Caneca, misturando filmes do roteiro alternativo e sucessos blockbusters todos no mesmo ambiente de exibição. “A gente era visto como cinema de arte, uma coisa ilhada. Com o Arteplex, a gente explodiu ainda mais, pois tratamos o cinema de uma forma mais abrangente”.
O exibidor conta que percebeu que havia similaridades entre o circuito alternativo e o comercial com o filme “Star Wars”, um clássico do cinema que mesmo amantes do roteiro cinéfilo iam acabar assistindo uma hora. “O pessoal ia ver o ‘Star Wars’ em outra sala, e eu ia perder dinheiro! Pensei que tinha que renovar a plateia, o pai trazer o filho adolescente. Aí abri o Arteplex no Frei Caneca misturando esses dois espíritos e foi um sucesso, 45% de taxa de ocupação!”, celebra, reforçando como o Espaço da Augusta é que ajudou a gerar esse e outros desdobramentos do roteiro cinematográfico da cidade. “Esse cinema, mais do que qualquer outro, funcionou como uma fábrica: tanto de projetos, como de pensamento…”.

  “Quase todos os cineastas da nova geração (ele cita Beto Brandt, Tata Amaral, Paulo Caldas, e etc.), nasceram aqui. E é assim que anda”. Adhemar diz que uma das coisas gratificantes do seu trabalho é, aos 60 anos, sentir-se novamente jovem quando um cineasta de 18 anos vem apresentar seu filme para ele, já que é sabido que todo produtor de cinema no Brasil adoraria ver sua história no Espaço Itaú da Augusta  -  de preferência na Sala 1!.

  “Criou-se um mito, essa coisa de que se passa aqui, que o filme é bom (não necessariamente, depende do filme!). E isso por causa da nossa iniciativa de fundar lá em 1993, 1995, uma vitrine, uma aura para os filmes brasileiros, quando eles estavam prejudicados”. Adhemar conta a divertida história de que, na primeira entrevista sobre a fusão de Itaú e Unibanco, uma das primeiras perguntas terem sido “cliente Itaú também vai pagar meia?”, fato que provoca mais uma entre tantas gargalhadas nesse veterano exibidor de alma jovem.
  “Desde a época do Nacional o cliente paga meia e pode comprar o ingresso com cartão de crédito, inovações que são nossas”, conta. “E isso é parte do papel do cinema, que é criar. Passar filme qualquer um passa, criar uma programação depende muito de ter uma boa antena”.
Texto da assessoria de imprensa do Espaço Itaú de Cinemas.
“Se ainda temos cinemas de rua em São Paulo, devemos isso ao Adhemar Oliveira. Ele entrou para a história da exibição cinematográfica brasileira, assim como Francisco Serrador, Paulo Sá Pinto e tantos outros empresários exibidores, corajosos e visionários”. – Antonio Ricardo Soriano

Espaço Itaú de Cinema Augusta (Anexo)

Inauguração : 1995
Endereço : Rua Augusta, 1470 - Consolação
Salas 4 e 5
Histórico :
Em 1995, o "Espaço Augusta" passa a ser patrocinado pelo Unibanco e ganha o Anexo - duas charmosas salas do outro lado da Rua Augusta.
Depois, em 2012, as duas salas do Anexo são reabertas totalmente repaginadas. A principal mudança ocorre na sala 5. Antes apertada, com poltronas estreitas e fileiras espremidas, agora possui assentos levemente reclináveis de couro ecológico e bem mais espaçosos, como verdadeiras poltronas. Os cadeirantes contam com uma rampa de acesso na entrada do cinema e elevador. No fundo do espaço, há um bicicletário, e a cafeteria ganha pintura e decoração novas.

A aconchegante sala 5

Marrocos (São Paulo - SP)

Inauguração solene : 24/01/1951
Inauguração pública : 25/01/1951 
Aniversário de 397 anos da capital paulista!
Filme inaugural : 
"Memórias de um Médico", com Orson Welles e Nancy Guild.
Endereço : Rua Conselheiro Crispiniano, 352 - Centro
Capacidade : cerca de 2000 lugares
A partir de 23/03/1972, salas 1 e 2 (Pullman).
Em funcionamento ? : Não
Curiosidades : 
Era apontado como o cinema mais luxuoso da América do Sul. 
Em 1954, ano do IV Centenário da Cidade de São Paulo, o Marrocos é escolhido como sala oficial do Festival Internacional de Cinema.



Em 01/11/2013, um grupo de mais de 400 famílias filiadas ao Movimento dos Sem Teto (MSTS) ocupou o prédio onde funcionava o antigo cine Marrocos e só saiu de lá em 15/10/2016.

Mesmo depois da ocupação, o antigo cine Marrocos ainda possui detalhes originais bem conservados. 

A Secretaria Municipal de Cultura pretende reaproveitar esse espaço através de parcerias.





Texto integral do periódico CINE REPÓRTER (Fev./1951) que detalha toda a grandeza e luxuosidade deste cinema em sua inauguração:

E AÍ ESTÁ O MONUMENTAL "MARROCOS"!

A inauguração do melhor e mais luxuoso cinema da América do Sul

O que há de notável na casa de espetáculos da Rua Conselheiro Crispiniano - Distinção, conforto, perfeição técnica - A decoração em motivos das "Mil e Uma Noites" - Dois mil lugares, magníficas poltronas recuáveis, ar condicionado - Fonte luminosa, moderno revestimento de espelhos, bar no salão de espera (este, um ponto de reunião da sociedade paulista) - A cabine e sua aparelhagem - O filme de estreia e os "selos" que serão consagrado.

No dia de S. Paulo - quando a cidade-milagre se comovia e se orgulhava com mais uma festa aniversária - foi entregue ao público o majestoso, o monumental MARROCOS, que é o melhor e o mais luxuoso cinema da América do Sul.
Erguendo-se no belíssimo prédio que recentemente se construiu na Rua Conselheiro Crispiniano (proximidades da sede da 2ª R. M.), o MARROCOS é de propriedade, projeto e construção da Construtora Brasília, com engenheiro responsável Nelson Paulo Scuracchio e arquiteto projetista João Bernardes Ribeiro, estando arrendado à Empresa Brasileira de Cinemas, de que são diretores os Srs. Lucidio Calio Ceravolo, veterano e arrojado cinematografista, e Dr. Mauro Pais de Almeida e Sebastião Pais de Almeida.

UM "SLOGAN" QUE NÃO MENTE
Quem visita a magnífica casa de espetáculos se convence inteiramente de que o MARROCOS merece o "slogan" que o anuncia: - "o melhor e mais luxuoso da América do Sul".
Já à entrada impressiona a ampla escadaria de mármore branco que dá acesso ao "hall" de entrada do cinema, guardado por imponentes e aristocráticas colunas também revestidas de mármore e que dão um aspecto cheio de grandiosidade ao conjunto arquitetônico. Do "hall" de entrada atingem-se as bilheterias internas, localizadas de forma a facilitar a compra dos ingressos sem necessidade de apertos e confusão.



FONTE LUMINOSA, BAR E BELO SALÃO PARA REUNIÕES DA SOCIEDADE PAULISTA
Após as bilheterias situa-se um belíssimo átrio, ornamentado com uma fonte luminosa, em permanente funcionamento, o que irá emprestar um aspecto fidalgo e distinto ao ambiente. Desse átrio saem às escadarias que dão acesso aos balcões, enquanto os espectadores da plateia encontram pela frente um amplo e acolhedor salão de espera, capaz de conter grande número de pessoas dentro das maiores exigências de conforto e bem estar. Um espaçoso "bar" localiza-se à esquerda de quem entra, tendo à frente numerosas mesinhas e cadeiras, dispostas a proporcionar agradáveis momentos aos que esperam o início da sessão ou aguardam amigos ou familiares. Será esta uma característica inteiramente inédita em matéria de cinema entre nós e, certamente, virá contribuir para prolongar por agradáveis momentos, os encontros entre amigos e conhecidos nos intervalos das sessões, fazendo do salão de espera do "Marrocos", o ponto de reunião da nossa sociedade.

A DECORAÇÃO
A decoração do "Marrocos", que esteve a cargo de Jacques Monet e Nizet, revestiu de uma personalidade senhoril e de grande distinção o "hall" de entrada, guarnecido por imponentes espelhos, onde artísticos desenhos irão apresentando os cartazes dos filmes em exibição e por estrear. A mesma guarnição de espelhos reveste o salão de espera, enquanto no átrio, juntamente com a fonte luminosa, encontramos um painel em alto relevo, contando em termos incisivos a história do cinema em suas diversas fases. Os desenhos do piso, de originalidade e concepção extraordinariamente delicadas, são apresentados em bronze e repetidos na mesma disposição, na decoração do teto e nas artísticas cantoneiras dispostas sob os espelhos.
A parte de aplicações, tapeçaria, cortinas e palco estiveram a cargo desse experimentado profissional que é ao mesmo tempo um artista consagrado por excelentes trabalhos que valorizam os mais categorizados cinemas do Brasil - José Maestre.




O EXCEPCIONAL SALÃO DE EXIBIÇÕES - A CABINE - AS POLTRONAS RECUÁVEIS
O salão de exibições do "Marrocos" é de extraordinária amplitude, comportando dois mil espectadores sentados, possuindo poltronas estofadas do novo tipo recuáveis, que dão maior conforto e aproveitam melhor espaço. Possui a maior e mais perfeita instalação de aparelhos projetores de todo o Brasil, SIMPLEX XL, fornecidos por R. Ekerman e dispõe de ar condicionado Carrier, tela de vidro e visibilidade perfeita de todos os seus pontos. A decoração da sala de projeção foi baseada em motivos das lendas árabes das "Mil e Uma Noites", em delicados tons que combinam perfeitamente com o conjunto geral.


O FILME INAUGURAL
O novo e majestoso cinema entregue ao público paulistano apresentou o filme "Memórias de um Médico/Black Magic" (1949), produção executiva de Edward Small, com Orson Welles e Nancy Guild, secundados por Akim Tamirof e Valentinna Cortese, além de grande elenco, com argumento baseado na célebre novela de Alexandre Dumas, em distribuição da United Artists.
Serão lançadores no cine "Marrocos", a França Filmes do Brasil, a United Artists, a Eagle-Lion, a U. C. B. e várias outras. Os lançamentos do "Marrocos" serão alternados semanalmente com as estreias do cine Oasis, simultaneamente com os cines Sabará, Vogue, Jaraguá, Carlos Gomes, Ipiranga, Palácio, Santo Antonio e Pedro I.



O cinema com que o Brasil sonhou ai está: - é o MARROCOS. E necessariamente tinha que se ligar ao importante acontecimento o nome de um cinematografista autentico: LUCIDIO CERAVOLO.

No dia 24, à tarde, autoridades, elementos da sociedade paulista, cinematografistas e imprensa foram fidalgamente recebidos no MARROCOS. Uma agradável reunião, sem duvida. Foi servida uma taça de champanha. Ao microfone houve um desfile de impressões sobre a sala exibidora. Iniciou-se, por convite especial, o diretor de CINE - REPÓRTER, Antenor Teixeira.


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Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

Site Novo Milênio, de Santos - SP
www.novomilenio.inf.br/santos

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