Astor (Santos - SP)

Inauguração solene : 24/09/1935 (19h30)
Inauguração pública : 25/09/1935
Filme inaugural : "Broadway Bill - A Vitória Será Tua" (1934), de Frank Capra, com Myrna Loy e Warner Baxter.
Exibidor : Empresa Cine Roxy
Endereço : Rua Sete de Setembro (esquina com Av. Cons. Nébias)
Santos - SP
Capacidade : cerca de 1000 lugares
Aparelhos de som e projeção : Western
Em funcionamento ? : Não

Carlos Gomes (Santos - SP)

Inauguração : 05/08/1937
Filme inaugural : "Vamos Dançar?", com Fred Astaire e Ginger Rogers.
Proprietário : Empresa Santista de Cinemas (J. B. Andrade)
Endereço : Av. D. Ana Costa, 55 - Santos - SP
Capacidade : 1500 lugares
Em funcionamento ? : Não. Hoje, subsede do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista.

Cine Theatro São Carlos (São Paulo - SP)

Inauguração pública : 25/09/1929
Filme inaugural :
"O Gigante dos Mares" (The Slaver, 1927), de Harry Revier, com Pat O'Malley e Carmelita Geraghty.
Proprietários : Empresa São Carlos
Endereço : Rua Guaicurus, 123 (depois, nº 615-639) - Água Branca
Em funcionamento ? : Não. Fechou em 28/09/1952.
O prédio foi demolido.
Curiosidades :
Em 1923, Guilherme Renato Sbrighi projetou um novo cinema, o Polytheama São Carlos, no mesmo endereço do seu antigo cinema, o Santa Marina. Não há informações sobre o funcionamento do Polytheama São Carlos ou finalização do projeto, apenas sobre a inauguração deste cinema, também no mesmo endereço.
Anuncia-se em 08/04/1948, uma 2ª fase do cinema, provavelmente, depois de reformas e atualizações tecnológicas.

Para mais informações, acesse :
"Inventário dos espaços de sociabilidade cinematográfica na cidade de São Paulo: 1895-1929", de José Inácio de Melo Souza.



Polytheama São Carlos - 1923

Cine São Carlos (já fechado) - 1957

Inauguração adiada para 25/09/1929




Últimas sessões

Última sessão

Local onde funcionou o cinema - 2015





CINEMA I (Santos - SP)

Inauguração : 28/01/1973
Filme inaugural : "A Classe Operária Vai ao Paraíso" (1971), do italiano Elio Petri, com Gian Maria Volonte (1ª exibição no país)
Endereço : Av. Vicente de Carvalho, 19 - Gonzaga - Santos - SP
Antes, cine Glória.
Curiosidades :
Tinha um bar e café dentro da sala de exibição (como no CineSesc, aqui da Capital), com estante de livros e revistas. Este espaço era separado da plateia por vidro temperado.



Bijou Santa Marina (São Paulo - SP)

LOCAL DE APRESENTAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE ESPETÁCULOS, INCLUSIVE EXIBIÇÕES CINEMATOGRÁFICAS.

Inauguração : 18/06/1913
Proprietário : Guilherme Renato Sbrighi
Depois, Júlia Christianini.
Endereço : Rua Guaicurus, 69-71 - Água Branca
Depois, Rua Guaicurus, 123
Depois, Rua Guaicurus, 615-639
Outras denominações :
Cinema Santa Marina
Theatro Santa Marina
Cine Teatro Santa Marina
Em funcionamento ? : Não. O prédio foi demolido.
Curiosidades :
O Bijou Santa Marina era um "barracão" construído quase todo em zinco. Tinha uma orquestra que, depois, foi substituída por um piano e violino.
Em 1923, Guilherme Renato Sbrighi projetou um novo cinema no mesmo endereço, o Polytheama São Carlos. Não há informações sobre o funcionamento do cinema com este nome ou finalização do projeto. Sabemos que, em 25/09/1929, no mesmo endereço, inaugurava-se o Cine Theatro São Carlos.

Para mais informações, acesse : 
"Inventário dos espaços de sociabilidade cinematográfica na cidade de São Paulo: 1895-1929", de José Inácio de Melo Souza.

Cinema Santa Marina - 1913
Cinema Santa Marina - 1913
Theatro Santa Marina - 08/09/1917

Royal Theatre (São Paulo - SP)

LOCAL DE APRESENTAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE ESPETÁCULOS, INCLUSIVE EXIBIÇÕES CINEMATOGRÁFICAS.

Inauguração pública : 11/10/1913
Programa inaugural : "Paixão Louca" + apresentação dos ilusionistas Les Rosales e da orquestra dirigida pelo maestro Modesto de Lima.
O cinema teve várias reinaugurações até encerrar suas atividades em 01/07/1952.

Endereço : Rua Sebastião Pereira, 62 e 66 (depois, 72) - Santa Cecília

Proprietários : S. A. Cia. Royal-Theatre (até 31/01/1914), J. R. Staffa (até 31/01/1916), Empresa Cinematográfica D'Errico, Bruno, Lopes e Figueiredo (até 31/12/1923), Empresas Cinematográficas Reunidas Ltda. (até 03/1924), Domingos Fernandes Alonso (até 03/1926), Empresa Brasil de Filmes (até 1929).

Capacidade : 470 (plateia), 130 (balcões), 205 (frisas), 70 (atrás das frisas, provavelmente em pé no promenoir) e 190 (camarotes) - Total: 1065 lugares.
Outras reformas ocorreram, porque em 1939, o Royal tinha capacidade para 1024 pessoas, desaparecendo todo o arcabouço teatral das frisas e camarotes, ficando com 892 lugares na plateia e 132 nos balcões, além de uma nova fachada.

Depois, Cine-Theatro RoyalReal Theatro e Royal Cinema (a partir de 01/02/1914).

Em funcionamento ? : Não. O prédio foi demolido nos anos de 1950.

Curiosidades :
Amplo e mais adequado à dupla função de cinema e teatro.
Durante a sua existência, serviu para concorridos bailes carnavalescos e, também, para cerimônias festivas da colônia judaica.
Havia um coreto para orquestra na sala de espera.
Última sessão em 01/07/1952, com os filmes "Teresa Venerdi" e "Noturno Sertanejo".

Reabertura com nova administração (J. R. Staffa) e novo nome (Royal Cinema)
Notícia da reinauguração ocorrida em 27/02/1914
1926/1927
Em cartaz: "Ouro Sem Dono" (1926), com Tom Mix
1926/1927
Festa de natal com crianças pobres (12/1915)
1916
1918
Festa de natal com crianças pobres - Detalhe para as frisas laterais (12/1915)
Última sessão

Royal Theatre (São Paulo - SP)


1943

Pathé Palace (São Paulo - SP)

LOCAL DE APRESENTAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE ESPETÁCULOS, INCLUSIVE EXIBIÇÕES CINEMATOGRÁFICAS.

Inauguração pública : 30/05/1913
Programa inaugural :
Quatro filmes inéditos da fábrica Pathé e vários números de variedades.
Contava com uma orquestra de 12 professores sob a regência do maestro C. Pagliuchi.

Endereço : Rua Rodrigo Silva, 4 a 10-A - Centro
Atual Rua Dr. Rodrigo Silva - Praça Dr. João Mendes

Administradores :
Cia. Cinematográfica Brasileira - 30/05/1913 a 31/12/1923
Empresas Cinematográficas Reunidas Ltda. - 01/01/1924 a 10/1928
Bueno Monteiro e Victor do Carmo Romano - 05/10/1928 a 1929
Empresa Estrella Dalva – A partir de 14/12/1933
Empresa Barone – A partir de 24/02/1937

Capacidade original (pela planta) : 1040 lugares
24 frisas com cinco lugares cada, 16 camarotes com cinco lugares cada, 540 cadeiras na plateia, 50 cadeiras nos balcões inferiores e 250 espectadores nas galerias.

Depois, em 06/12/1928, após grande reforma, o local é reinaugurado como Éden Theatro, desta vez apenas como teatro. O novo teatro passou por modificações que o tornaram apto a diversos números de variedades, operetas e revistas.

A partir de 24/10/1929, todas as quintas-feiras, o teatro passa a apresentar lutas de boxe, promovidas pelo Centro Pugilístico Manuel Lacerda Franco. O ringue, com medidas oficiais, era instalado na parte central do teatro, desta vez com a denominação Pathé Palácio. A partir de 20/05/1930, o Pathé volta a exibir filmes.

Em 14/12/1933, o local é reinaugurado como Theatro Recreio, apresentando números de variedades. Em 25/10/1934, um incêndio destrói a cabine do Theatro Recreio, ferindo gravemente dois operários.

Em 24/02/1937, o local é reaberto como Cine Theatro Recreio, com novas e modernas instalações cinematográficas.

Cine Theatro Recreio
Programação inaugural :
Carlito “O Vagabundo”, comédia de Charles Chaplin;
“Renegados do Oeste”, com Tom Keene;
"Piratas do Rádio”, com Lloyd Nolan.

Em funcionamento ? : Não. O prédio foi demolido.

Curiosidades :
"Teve, em 1916, acidente parecido com o que ocorreu no cine Oberdan. Saiu fumaça da sala de projeção, alguém gritou 'Fogo!' e saiu todo mundo correndo. Na confusão algumas pessoas se feriram e houve um morto, o pedreiro José Palombo de 47 anos, que aproveitava a folga de domingo assistindo o filme "Gabiria" (1914) na matinê". - Edison Loureiro

Agradeço a colaboração dos amigos Maria Paula Guerrero dos Santos Cosme e Edison Loureiro.

Fontes de pesquisa :
Livro "Salões, circos e cinemas de São Paulo", de Vicente de P. Araújo - Perspectiva - 1981
Periódico "A Cigarra".

Para mais informações, acesse :
1912
1924
1924
Programa de 10/06/1914
Festival comemorativo do 3º aniversário do cinema (veja anúncio acima) - Periódico "A Cigarra", de 31/05/1916
Periódico "A Cigarra", de 19/04/1916
Periódico "A Cigarra", de 19/04/1916
Sessão do filme "A Falena" - Periódico "A Cigarra", de 14/09/1916
Saída de uma matinê de domingo - Periódico "A Cigarra", de 1916
Foto: Antônio Câmara (01/02/1954)
Foto: Antônio Câmara (01/02/1954)
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PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

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Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.