Tangará (Santo André - SP)

Inauguração solene : 05/09/1950
Inauguração pública : 06/09/1950
Filme inaugural : "Aquele Beijo à Meia-Noite", com Mario Lanza.

Proprietários : Empresa Cinematográfica Tangará Ltda.
Joana Magini & Filhos.
Em 1959, Cia. de Cinemas do Vale do Paraíba Ltda.

Endereço : Rua Coronel Oliveira Lima, 50
Esquina com Av. Queirós dos Santos.
Santo André - SP

Projeto : Escritório de arquitetura de Rodolfo Weigand.

Projeção : CinemaScope, com projetores americanos Brenkert BX-80 (com lubrificação automática), retificadores de corrente a óxido de cobre, lanternas ENARC N-100 e movietones MI-9031, instalados pela RCA Victor Rádio S.A.

Som : modelo PG-246, com quatro amplificadores, sendo um de 30 watts (monitor de cabine), um de 50 watts e dois de 60 watts, sendo que trabalhavam isoladamente ou em conjunto. Sistema de alto-falantes com quatro unidades de alta frequência, quatro alto-falantes de baixa frequência e uma corneta multicelular

Capacidade : cerca de 3300 lugares

Outras características :
As grandes escadarias de mármore, as arandelas em formato de
'flor de lis' nas paredes laterais, bem como a tapeçaria e as cortinas em veludo vermelho, faziam do Tangará, um dos cinemas mais luxuosos da região. Nas sessões de gala, nas quintas-feiras e domingos, exigia-se que os homens usassem paletó e gravata.

Curiosidades :
O Tangará exibia quatro sessões diárias e, em seu auge, chegou a receber cerca de 12 mil pessoas em um único dia. Foi o segundo 'cinema de rua' de Santo André, sendo que o primeiro foi o
Cine-Teatro Carlos Gomes.

Em funcionamento ? : Não
Em 1992, o balcão, que estava desativado, foi transformado em Tangará 2, com apenas 240 lugares e dedicado a exibição de filmes pornográficos. Tempos depois, o andar inferior foi convertido em estacionamento.
Nos anos de 1980 e 1990, grande parte dos tradicionais
'cinemas de rua' sucumbiu à concorrência da televisão, do videocassete e dos cinemas de shopping. O Tangará resistiu até dezembro de 1995, quando fechou as portas. 
O tombamento do imóvel foi vetado pelo prefeito João Avamileno, em 2004. Hoje, o espaço é ocupado por uma igreja evangélica.

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

Site Novo Milênio, de Santos - SP
www.novomilenio.inf.br/santos

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Fotos com publicação autorizada e exclusivas para o blog dos acervos particulares de Joel La Laina Sene, Caio Quintino,
Luiz Carlos Pereira da Silva e Ivany Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.