Astor (São Paulo - SP)

Inauguração : 09/03/1960
Endereço : Av. Paulista, 2073 - Conjunto Nacional - Bela Vista
Arquiteto : David Libeskind
Capacidade : 1000 lugares
Em funcionamento ? : Não. Encerrou as atividades em 2001.
Hoje, no mesmo local, funciona uma livraria.

Curiosidades :
Na inauguração, logo foi eleito o mais luxuoso e mais moderno cinema da cidade.
Em 1963, o cine Astor seria palco de um protesto de senhoras conservadoras da sociedade paulistana por ocasião da exibição do filme "A Doce Vida", de Federico Fellini. Estas senhoras, escandalizadas com as cenas eróticas do filme, rasgaram os cartazes e quebraram as vidraças do cinema, exigindo que o filme fosse retirado da programação. Conseguiram! Mas, no cine Coral, "A Doce Vida" ficou em cartaz durante 26 semanas.

No anúncio de inauguração : 
A última palavra em cinema, funcionando com novo e revolucionário sistema de som e imagem;
Trabalhando com filme de 70 mm. (o dobro do usado habitualmente);
Tela gigantesca com ângulo de visão de 128 graus, permitindo visibilidade igual a do olho humano;
6 canais de som estereofônico de alta fidelidade transmitidos por câmaras acústicas especiais;
1000 poltronas de modelo totalmente diferente, individuais de conforto residencial;
O cine Astor é a 1ª sala do Brasil a exibir filmes pelo sistema
TODD-AO;
"No Sul do Pacífico" é o 1º filme a ser exibido no Brasil pelo sistema TODD-AO e ele não será exibido em outra sala do Estado de São Paulo antes de dois anos.

1985
2001

Astor (São Paulo - SP)

Agradeço a colaboração do engenheiro Marcelo Libeskind, filho do renomado arquiteto David Libeskind.
David Libeskind (1928-2014) foi arquiteto, artista gráfico, ilustrador e pintor brasileiro. De 1947 a 1952, cursou a faculdade de arquitetura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após o fim da faculdade, muda-se para a cidade de São Paulo, onde constrói uma carreira de obras arquitetônicas que o credenciaram a realizar, em 1955, o projeto do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, uma construção vertical com apartamentos e escritórios sobre uma base comercial, incluindo o grandioso cine Astor.

1960
1960
1960
1960
O cine Astor em construção
O cine Astor em construção

CineArte (São Paulo - SP)

O cinema é inaugurado em 09/03/1963, com o nome de cine Rio, pela Empresa de Cinemas Rio Ltda., com o filme "O Assassino", do cineasta e roteirista italiano Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Cristina Gajoni e Micheline Presle. A sala tinha cerca de 500 lugares.

















Nos anos de 1970, o cinema entra crise. Em 12/11/1982, o experiente programador Dante Ancona Lopez passa a dirigi-lo, agora, com o nome Cine Arte um e o slogan "Espetáculo - Polêmica - Cultura". O primeiro filme exibido é "Mamãe faz 100 anos", do cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura, com Geraldine Chaplin e Amparo Muñoz.

O sucesso do cinema é imediato, graças a uma programação bem diferenciada. Em 15/09/1995, o Cine Arte um ganha mais uma sala, com apenas 150 lugares, construída no hall onde funcionava uma bombonière. A Look Filmes, proprietária do espaço, instala equipamentos italianos de som e projeção. O primeiro filme exibido na pequena sala é "Cortina de Fumaça", de Wayne Wang, com Harvey Keitel, William Hurt e Forest Whitaker. Neste dia, os primeiros espectadores receberam um livro e mais um brinde especial.

Em 2003, o cinema entra novamente em crise e ameaça fechar. A situação mobiliza frequentadores, moradores da região e o poder público. Primeiro com um abaixo assinado, iniciado desde as primeiras sessões do filme "Durval Discos", de Ana Muylaert, ganhando força através da internet. Depois, Vilma Peramezza, síndica e gerente geral do Condomínio Conjunto Nacional, assume a campanha "SOS CINE ARTE", promovendo um ato público. Por tudo isso e muito mais, os empresários exibidores Adhemar Oliveira e Leon Cakoff (in memoriam) se sensibilizam e, junto do incentivo de uma grande empresa patrocinadora, passam a administrar o cinema.

Em 22/10/2005, depois de uma grande reforma, o cinema é reinaugurado com o nome de Cine Bombril, com a exibição do filme "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, numa noite só para convidados. Um nome não muito adequado ao cinema, mas valeu a pena, pois a empresa investiu muito no espaço. Além de modernos equipamentos de som e projeção, o cinema recebe nova decoração e acomodações e, na sala 1, poltronas de 64 cm. de largura e distância de uma fileira para a outra de 1,25 metros. O custo da reforma foi de R$ 3,2 milhões.















Em 03/09/2010, muda-se o patrocinador, o layout e a decoração, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Em 18/06/2015, mais uma vez, o cinema perde o patrocínio e passa a chamar-se CineArte. Segue firme com programação de filmes de excelente qualidade e a sala 1, uma das melhores da cidade.

Foto : Antonio Ricardo Soriano

CineArte
Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073 - Consolação
Entrada, também, pela Rua Padre João Manoel, 100
Telefone : (11) 3285.3696

CineArte (São Paulo - SP)

Cortina sobre a tela.
Detalhe do CineArte, muito comum nos antigos cinemas. 
Beleza e proteção. Nostalgia!
Vídeo: Antonio Ricardo Soriano - 11/08/2014

video

Caixa Belas Artes - Sala Drive-in (São Paulo - SP)

Inauguração pública : 17/06/2016

Endereço : Rua da Consolação, 2423 - Consolação
Telefone : (11) 2894.5781
www.caixabelasartes.com.br

Em funcionamento ? :  Não. Últimas sessões em 23/04/2017.

A sala 3 do cine Caixa Belas Artes, antiga Oscar Niemeyer, por um período, passou a se chamar Sala Drive-in.

O clima dos velhos cines drive-in ficou por conta dos bancos de carros antigos no lugar das poltronas, com filmes clássicos na telona e muita comida e bebida para acompanhar.



Com curadoria do cine Caixa Belas Artes, o cardápio era feito pelo Riviera Bar, com a chef Mariana Gilbertoni, e os drinques pelo premiado bartender Kennedy Nascimento.

Em dez meses de atividades, a sala exibiu cerca de 500 filmes, mesclando clássicos, animações e musicais. Além disso, também realizou diversas sessões especiais, como 'Açougue', 'Zigue-Zague', 'Sessão Aperitivo' e 'Quinta Estranha'.

O local voltará com as poltronas convencionais e com o antigo nome: Sala 3 - Oscar Niemeyer.



Olido (São Paulo - SP)

Inauguração solene : 12/12/1957
Inauguração pública : 13/12/1957
Filme inaugural :
"Tarde demais para esquecer", com Cary Grant e Débora Kerr.
Exibidor : Empresa Cinematográfica Paulista (Paulo Sá Pinto).
Depois, Empresa Sul Paulista.
Endereço : Av. São João, 473 - Centro
Capacidade : 1339 lugares
Projeção : 4 projetores da marca Philips
Fechou, em 18/07/1981, para reformas e divisão do cinema em três salas.

Reabriu ao público em 30/10/1982, como Olido 1 (470 lugares), Olido 2 (300 lugares) e Olido 3 (300 lugares).
Houve uma pré-inauguração com sessão especial para convidados em 29/10/1982, às 20 horas.
Os projetores continuaram sendo da marca Philips (com lâmpadas Xenon) e o som Dolby Stereo.

Em setembro de 2004, o cinema passa a ser administrado pela Prefeitura de São Paulo, que transforma a Galeria Olido em um centro cultural. Apenas uma sala é aproveitada como cinema.

Em 2016, a única sala do cine Olido passa a fazer parte do Circuito Spcine.

Telefone : (11) 3331.8399
E-mail : olido@circuitospcine.com.br
www.circuitospcine.com.br

Histórico :
O prédio onde funcionava o cine Avenida foi demolido e no lugar foi construído o Edifício Domingos Fernandes Alonso. Neste prédio havia uma galeria e nela ficava o acesso ao cine Olido (o primeiro a funcionar dentro de uma galeria).
O projeto inicial aprovado previa 1450 lugares, mas para melhorar a movimentação do público, a capacidade da sala diminuiu para 1339 lugares.
Os alto-falantes do cinema eram distribuídos sobre o forro do cinema, o que permitia melhor direção, distribuição e alcance sobre os espectadores.
Aproveitando a largura da tela necessária (16 metros) e o espaço disponível na frente do palco, foram criadas duas cortinas de movimentação, que permitiam a utilização do palco para shows, orquestras e pequenas representações.
As laterais da sala de espetáculos eram decoradas com monumentais arandelas.
Na inauguração, uma orquestra sinfônica apresentou o tema principal de "Tarde demais para esquecer" e, em seguida, acompanhou as cantoras Cidalia Meireles e Leila Cury, em diversas músicas.
No início, os ingressos eram vendidos antecipadamente, com reserva numerada, para evitar filas e havia apresentações de piano e orquestra antes das exibições cinematográficas.

Anúncio de inauguração - 11/12/1957

Anúncio de inauguração - 12/12/1957

Anúncio de inauguração - 12/12/1957

Anúncio de inauguração - 12/12/1957

Anúncio de inauguração - 12/12/1957

Anúncio de inauguração - 12/12/1957

Anúncio de 14/12/1957

Notícia de 20/12/1957 - Jornal "O Estado de S.Paulo"

Notícia de 29/10/1982 - Jornal "Folha de S.Paulo"

Anúncio de reinauguração - 30/10/1982


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PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.